A Agência de Defesa Agropecuária do
Ceará identificou cinco casos de mormo nos equideos do Estado. Quatro
animais já tiveram a doença confirmada e foram sacrificados, conforme
preconiza a legislação federal. Um segue fazendo os exames e caso, seja
confirmado, também será sacrificado. As propriedades ficam em Caucaia e
Horizonte e todos os equideos do lugar estão isolados e passando por
teste de diagnóstico para mormo. Animais da propriedade foco, vizinhas
ou outros que tiveram qualquer contato, estão passando por inquérito
soroepidemiológico, de acordo com a análise de risco da equipe da
Adagri. As amostras de sangue coletadas estão sendo enviadas para o
LANAGRO em Recife; um dos laboratórios oficiais do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O procedimento dura em
média 45 dias.
A identificação do mormo só foi possível
graças ao empenho da equipe do Programa Nacional de Sanidade dos
Equídeos, que passou a ser responsabilidade da ADAGRI em outubro deste
ano. Entre outras atribuições, a agência, desde então, é uma das
responsáveis pela prevenção, controle e erradicação do mormo. “Estamos
trabalhando intensamente e precisamos do apoio dos proprietários dos
animais para manter a saúde dos equídeos e de toda a população”, afirma
Leonardo Burlini Soares, médico veterinário e um dos coordenadores do
Programa no Ceará. Leonardo, faz referência à dificuldade
dos fiscais agropecuários de trabalhar nas vaquejadas, já que nem todos
colaboram com a fiscalização: a GTA (guia de trânisto Animal, documento
obrigatório e os exames de mormo e anemia infecciosa (AIE). Sem os
exames, não há como saber se o animal está sadio. É importante ressaltar
também que, o animal doente pode transmitir o mormo para o homem, visto
que a doença é uma zoonose muito perigosa.
Um estudo epidemiológico está sendo
feito para identificar a origem do mormo e as vaquejadas, principalmente
as irregulares, podem ser a porta de entrada para a doença no Ceará,
visto que muitos animais vem e circulam em outros estados. “Estamos
protegendo o patrimônio deles”, lembra o médico veterinário e também
fiscal Antônio Amorim.
A cultura de vaquejada no Ceará e outras
aglomerações de animais facilitam a disseminação da doença. Por isso é
importante a fiscalização da ADAGRI nesses eventos agropecuários
exigindo os documentos zoosanitários obrigatórios.
Hoje no Ceará, onze propriedades estão
interditadas por serem foco da zoonoze, adjacentes ou com risco
epidemiológico. 147 amostras já foram enviadas para o Lanagro e outras
23 amostras serão enviadas nos próximos dias. A partir dos resultados, a
equipe do Programa de Sanidade Equídea irá determinar quais os
procedimentos serão adotados. Se libera a propriedade ou continua com
ações de saneamento. Nas propriedades foco será realizado um segundo
exame, mesmo que o primeiro resultado venha negativo, para se for o
caso, suspender a interdição das propriedades.
Fonte: Assessoria de comunicação ADAGRI

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